Já que hoje foi o Rizzo Social Media Day (kkk) resolvi escrever aqui algumas impressões sobre o que vi e ouvi no Proxxima, evento aqui em SP, do mercado digital: as ferramentas (entenda-se tecnologia em suas mais diversas "psicografias") se multiplicam na mesma velocidade das idéias mas inversamente proporcional à capacidade que o mercado (empresas, profissionais e agências) são capazes de implementa-las. A era da informação é também a era da execução e retorno de resultado muito mais esporádico do que se imagina (com honrosas exceções). Acreditam que ainda se ouve falar que a turma da TI precisa ser integrada ao Marketing? E que é preciso segmentar para ter melhor resultado? Que o modelo de mídia no Brasil é muito diferente do americano e europeu e isso dificulta novas idéias na área? Que o cliente vai procurar agências que lhes mostrem o impacto da comunicação nos seus negócios?
Todas essas questões eram ou não temas de 8 anos atrás? Confesso que me assusto um pouco com a capacidade do mercado de entrar num looping míope - algumas vezes delirante. Incrível que se valem de respirar ar fresco com algumas idéias diferentes que ali ou aqui aparecem e são incensadas e usados como regra quando na verdade são exceções. E assim o vento fresco parece que vale para todos e tudo. Não é verdade.
Eu gosto de trocar idéias nesses eventos mas sempre saio com a sensação que devíamos aproximar mais a teoria das práticas. Claro, a visão de futuro é essencial. Mas me agonia quando ela passa muito longe do percentual aspiracional desejável. Outro dia ouvi de um cliente uma frase muito interessante. Eu perguntava sobre cases e ele me disse que não se interessava por cases porque em geral eram protótipos que beneficiavam poucos e, quase sempre, não eram escaláveis a ponto de alcançar uma massa importante de pessoas. Gosto dessa idéia. Nós, do ambiente digital, não podemos ser apenas antenas da raça capturando tendências e atuando como agentes transformadores com novas e diferentes idéias em volta da nossa fogueira (algumas compartilhadas mas muitas de pura vaidade). É preciso, paralelamente, arregaçar as mangas.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
domingo, 28 de abril de 2013
Seedorf e OdeO: os caras que pedimos a Deus
A sequência de bom futebol que o Botafogo está fazendo não tem sido ainda suficiente para a torcida gloriosa se afastar de sua reconhecida (eu fora!) desconfiança sobre o futuro do time. E, menos ainda, não fez a torcida reconhecer que Oswaldo de Oliveira é um técnico de nível internacional. É só analisar o que se vê hoje em campo e o que se via há 2 meses. No momento em que teve elenco e, mais do que isso, tempo à disposição, Oswaldo devolveu para a arquibancada o #ForaOswaldo. Vejam abaixo a minha lista de argumentos:
Mas... se você ainda acha que deve manter o #ForaOswaldo... eu te dou um bom motivo: ele não mexeu nem um pouco na qualidade do Jefferson... Taí... fracassou... o cara continua pegando tudo sem ajuda do OdeO ;;)))
#FicaOswaldo ! A gente já ganhou a Taça Guanabara e tá com o titulo do Carioca nas mãos. E jogando sorrindo :))
Botafogo é isso aí!! ;))
- Coisa de Deus: Pegou o maior craque do time - e do país - e colocou em um lugar especial dentro do esquema: joga perto dos atacantes e da área. Ali pode usar todo seu incrível repertório técnico para assistências e participa com mais fôlego da correria que o time impõe no ataque. O resultado é que Seedorf tem tido uma de suas melhores médias de gols na carreira. Lembremos que ele é originalmente um volante. OdeO é o técnico que, aos 37 anos, Clarence pediu a Deus. Nós também. Seedorf é o craque que o OdeO pediu a Deus. Nós também.
- Correria dos nanicos: A estrutura de ataque do Botafogo (não por coincidência, a mais efetiva do campeonato carioca) joga numa correria bem articulada tendo como dois eixos o Lodeiro e o Fellype Gabriel. Estes dois dão suporte ao posicionamento do Seedorf, suprem a oscilação técnica de Bruno Mendes e Rafael Marques e, vejam... fazem gols. Muitos e decisivos gols. Muitos de cabeça... apesar de nanicos. Inclua aí o Lucas e o Julio Cesar.
- Ferrolho: A defesa era um problema? Era. Por dois motivos. Um técnico: especialmente o Fábio Ferreira. E outro era a falta mesmo do Marcelo Mattos, um cara que protege a defesa como ninguém. OdeO corrigiu subindo o Dória (sim, o mérito é dele) praticamente da divisão infantil, aos 17 anos, e apostando numa dupla com o então desacreditado Bolívar.
- Multiplataforma: No meio a gente nunca sabe quem está por ali porque a correria lá da frente também acontece no meio com a efetivação (outro trunfo menino que o OdeO pode ostentar) do Gabriel, o multiplataforma Fellype Gabriel e a onipresença do Seedorf que sempre "garrincha" por ali.
- Falso negativo: Sobre o ataque acho que OdeO já começou a se redimir pois não podemos colocar no acaso os gols do Rafael Marques. Eles apareceram. Ele não é o cara dos nossos sonhos mas o goleador que a gente espera um dia ainda não está fazendo toda essa falta. Mesmo na época do Elkeson, já tinhamos a ponta da artilharia. Como hoje. É um falso negativo.
- Nos cascos: Finalmente temos banco de sobra. Afinal, Renato, Vitinho, Cidinho, Andrezinho, Antonio Carlos e Jadson são caras que já se provaram no time titular. Com sobras. E nem falo dos outros meninos.
Mas... se você ainda acha que deve manter o #ForaOswaldo... eu te dou um bom motivo: ele não mexeu nem um pouco na qualidade do Jefferson... Taí... fracassou... o cara continua pegando tudo sem ajuda do OdeO ;;)))
#FicaOswaldo ! A gente já ganhou a Taça Guanabara e tá com o titulo do Carioca nas mãos. E jogando sorrindo :))
Botafogo é isso aí!! ;))
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